18 de out de 2004

:: O Fenômeno das portas ::

Ontem, quando consegui lembrar como é chegar em casa antes do Intercine ou do Concurso Garota Abusada, pude perceber um fenômeno interessante que acontece nas novelas. Batizei de “Fenômeno da Porta”.

O Fenômeno da Porta se manifesta sempre que alguma coisa importante está para acontecer. Por exemplo: o cara, depois de anos, desiste de procurar a esposa que desapareceu. Aí, decisão tomada, pronto para deixar a casa que traz tantas lembranças, abre a porta e… lá está ela, ressurgida das cinzas. Claro, o capítulo acaba nessa hora. E geralmente é o de sábado.

Na vida das agências acontece uma coisa parecida. Só que, muitas vezes, sem direito a domingo pra dar uma respirada antes do capítulo seguinte. Vou explicar o que estou tentando dizer.

Cliente complicado todo mundo tem. E, claro, ninguém é santo pra ficar aguentando milhares e milhares de alterações naquele tijolinho dos classificados que, no briefing, começou como página dupla de Veja. Só que pra quem olha de fora, o trabalho que era pra ser feito era aquele ali. Daquele tamanho, desde o início. Se não ficar legal, não vai dar pra ir de agência em agência pra explicar o que aconteceu. Muito menos de cliente em cliente. E os prospects, depois dessa, vão continuar sendo prospects mesmo. Pelo menos pra você.

É aí que entra o Fenômeno.

Pode apostar, sempre tem alguma agência na porta do seu cliente.
E ele vai dar de cara com ela assim que abrir. Não por que tem gente sendo anti-ética por aí, passando layouts por debaixo da soleira, mas por que o cliente quer ser bem atendido e vai buscar isso. É aquela questão: um trabalho ruim aparece muito, mas um trabalho bom aparece mais ainda. E ele está vendo todos. Se a conta ainda está sendo prospectada, então, a coisa fica mais grave ainda. Afinal, nesse ponto, ninguém tem vínculo com ninguém.

Por isso, mais do que nunca, toda agência precisa ter os pés no chão. Claro que isso não significa acatar cegamente tudo o que for imposto pelo cliente, até por que se alguma coisa está sendo imposta é porque a relação já ficou esquisita. Mas muitas vezes fazer o tal tijolinho, respeitando a comunicação, é melhor pra todo mundo. O cliente se sente prestigiado e a agência resolve o problema. E além disso, consegue o mais importante: deixar a porta bem fechada.

2 comentários:

Anônimo disse...

sabe, eu nunca tinha reparado isso... e nem é só no mundo da propagenda q isso acontece... eu tenho poucos anos como cantora e no mundo da arte acontece muito isso. a disputa pelo incentivo governamental faz isso acontecer... por isso tem q se mostrar competencia ateh na apresentação mais simples. ser integrante de coral é fogo!

bjokas...
Carolina Rodrigues (a garota do orkut q adora suas "crônicas")

Jacqueline disse...

Infelizmente,nesses e em outros casos, a regra não foge a excessão.Vivemos em um mundo que
"quem menos corre voa" mas,na maioria das vezes, lançando mão de meios nada licitos para alcançar objetivos. Abraços.