25 de dez de 2004

:: Ano Novo. Vida nova? ::

Todo reveillon costuma ser implacável com o ano que termina. Não importa como tenha sido, acaba sempre sendo rotulado como, no mínimo, “difícil”. No final, isso empurra para o ano seguinte a responsabilidade de ser bom o suficiente não apenas para tudo o que vai acontecer, mas também para apagar todas as frustrações pelo que já deveria ter acontecido e que, por um motivo ou outro, não aconteceu. E assim confunde-se a esperança de começar bem um novo ano com o conformismo inconsciente por tudo o que não se fez.

A procrastinação é um dos grandes males da humanidade. É, por exemplo, a dieta que vai começar na segunda que vem. É o material que pode ser enviado até o dia tal, e só no dia tal é enviado... às pressas. É o telefonema de parabéns pelo aniversário, que empurrado sempre pro minuto seguinte, acaba sendo esquecido. Para esse, pelo menos, já temos um grande aliado: “rapaz, seu telefone só dava fora de área”.

Por essas e outras é que, até hoje, os moradores da casa recém-assaltada resolvem enchê-la de trancas.

Que nesse novo ano, todos nós cumpramos ao menos uma resolução de Ano Novo: a de realmente fazer as coisas acontecerem.

“A sorte favorece os audazes”

Um ótimo 2005 para todos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Maravilhosas palavras. Fazemos tantas promessas para o ano que vem, que a suavidade de um novo ano se perde. Jogamos todas nossas frustrações ali para frente.
Parabéns pelo blog.

Anônimo disse...

Ei, sabia que eu sou a RAINHA da procrastinação??? Tem problema não, ano q vem vou tentar mudar isso. =)

Muito bom o texto, mas é muito verdade q sofro desse mal. É feio ficar falando da vida dos outros, sabia?

Dessa vez os rastros foram meus.

Beijos pra quem me obriga ir ao dicionário.