13 de jun de 2005

:: De novo ::

Odeio rotina, e falar dela já está virando uma aqui.

Desculpem.

Não sei quanta gente também se sente, como eu, angustiada por saber exatamente aquilo que vai acontecer no sei dia. Ok, há quem goste, mas acho que a previsibilidade é uma das coisas que mais nos desgastam hoje em dia. É o que engorda as crianças na frente da TV e aumenta a idade para a aposentadoria. É o que rouba a noção do que é estar vivo, tira seus propósitos e elimina grande parte das possibilidades de conquista. Enquanto há não tantos anos atrás essas conquistas eram países e povos, hoje são vagas em concursos públicos. Uma baia e um computador. Os despojos são recolhidos no happy-hour, em meio a sorrisos não de cumplicidade, mas de “boa vizinhança” - salvo as exceções que confirmam a regra. Enquanto brincamos de Temugin no tabuleiro de WAR e passeamos pela Terra Média com o Frodo, esquecemos da pilha de papéis que foi colocada em nossas mesas e que precisam, até o final do dia, estar no escaninho de cima. E quando enfim estiverem, o que foi conquistado para nós mesmos? Bônus? As metas que cumprimos são para benefício de outros.

A evolução tornou o homem mais conformado e mais conformista. Os grandes nomes de hoje são aqueles que aparecem na Forbes. Trabalhar nas empresas de um desses nomes assume a posição de objetivo único na vida. Qualquer espírito de iniciativa esmaga-se, intimidado por sua própria situação e pela visão dessa tal pessoa da Forbes, aquela que “chegou lá”.

Existem oportunidades acenando para aqueles dispostos a sair da zona de conforto e enfrentar inclusive a si mesmos na luta por algo mais que um cartão de ponto. Não necessariamente para, também, estamparem a Forbes ou as colunas sociais, mas para viver experiências que, no final das contas, vão contar muito mais do que o saldo bancário.

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Um comentário:

Anônimo disse...

Ola.
Mm falar de rotina... Eu sempre tive um pouco de medo de surpresas, me apegando apenas às certezas, mas tenho que admitir que, no fim das contas, tudo o que dá certo na minha vida aconteceu meio que inesperadamente. Sempre assim. Talvez por isso fui me acostumando e hoje, sim, prefiro deixar as coisas acontecerem, sem fazer planos ou esperar demais de certos acontecimentos, e certas pessoas. Sempre me prendi demais, mas sentia o tempo passando e ficando para trás tantas oportunidades, sempre pelo medo, como já disse, do inesperado. Posso dizer que, apesar de tantas coisas acontecendo "de surpresa" em minha vida, me sinto muito mais leve vivendo assim. ;)
bjs
Cris (agora com nome! rs..)