22 de ago de 2005

:: Confissão ::

Qualquer centelha de esperança rouba meu sono, como rouba o de uma criança às vésperas do Natal. A expectativa do que não é mais que possibilidade, remota e escondida, mas que ainda assim é fôlego novo para quem se via ultrapassado há milhas pelas passadas mais rápidas dos outros corredores.

Recebo-a como recebe as primeiras gotas de chuva o leito seco do rio, como tônico que revigora músculos, idéias e sorrisos, restaurando o semblante do rosto e do espírito. E vejo mostrar-se no ar que invade forte os pulmões, escapa e alimenta esse desejo quase angústia, projetado na tela branca e às sombras do teto.

Sonhos que tenho e que vivo enquanto me bastam, até que a impossibilidade de agarrá-los me devolva à insanidade da vida real. Ou que, em meus braços, se mostre enfim seu propósito.
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2 comentários:

Cris Cidade disse...

Hummmmmmmm...

glauglau disse...

...silencio no recinto....