9 de set de 2005

:: Bull's eye ::

Sinto desapontar, mas você não é importante a ponto de ser alvo de uma conspiração mundial. Os movimentos que fazemos não têm como objetivo único causar algum dano, mágoa ou mesmo repercussão na sua vida.

É cansativo regurgitar assuntos, remexer em mágoas que deveriam estar superadas. Mais cansativo ainda é quando vemos, passado já tempo mais do que o suficiente para o esquecimento, o procriar de mentiras e mal-entendidos que nunca tiveram a oportunidade de serem esclarecidos. E não tiveram porque é muito mais confortável repetir a mentira até admiti-la como verdade, como ensinou Goebbels. Muito mais fácil que enfrentar a própria pequeneza, os próprios demônios, a própria essência. Criar um mundo perfeito onde nada se contraria, nada se questiona. Onde ninguém se conhece ou se dá a conhecer, e as pessoas são apenas mais um dos bens de consumo não-duráveis à disposição dos nossos caprichos.

Se o discurso é outro, não importa. É como o falar combativo de um político ante a pobreza, onde sabemos que não há interesse real em erradicá-la. Pelo bom-senso, basta enxergar que a vida de cada um de nós já é complicada o suficiente em si mesma. Não há motivo para procurar na de outros uma simbiose contraproducente.

Nada é mais desgastante do que se ver forçado a explicar coisas que não precisam ser explicadas.

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Um comentário:

Cris Cidade disse...

Eitaaa...