13 de out de 2005

:: Trâmites ::

Eu a vi tantas vezes que já esqueci como era seu rosto. Quando era um ideal, mais do que uma pessoa. Mas quem pode evitar ser uma? Essa é uma fatalidade da vida, como também é que eu ainda assim a queira.

Evito ao máximo doses altas de realidade, principalmente aos sábados, domingos e feriados. Ou ainda às sextas-feiras. Ainda que o cartão me peça a senha, e me ancore aos tantos números que a mim identificam mais que meu nome. Estatísticas, RG, CPF. Dentre as laudas, num veredicto qualquer, puxam meu rosto e assim têm para quem apontar. Da certidão de nascimento, pedem apenas a prova de que sou. Se não há prova documental, grite à vontade: nenhuma voz prova qualquer existência. Pensar, ao contrário do que afirma a máxima, pode terminá-la. Aliás, se possível, evite sempre. Torna a vida muito mais fácil.

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2 comentários:

Anônimo disse...

É verdade. Pensar consome.
Parabéns pelos textos!

mirna disse...

pois é.. vc tem toda razão..