21 de dez de 2005

:: Sudoku ::

E no meio da conversa, ela me disse que está com o coração fechado para qualquer nova aventura por pelo menos mais dois anos e meio. Dois anos e meio, repito. Indo além das minhas próprias, e confessas, intenções – sem contar com a dose de masoquismo inserida na questão – perguntei como seria isso, visto que, digamos, há sempre necessidades que urgem em qualquer ser humano que tenha em dia sua cota hormonal.

- Por agora, só fico com caras que eu saiba que não vão querer nada além.

Enquanto eu pensava no quanto será difícil tal tarefa para qualquer um desses, pensei também no que isto, enfim, representaria: em uma leitura final, que o beijo é a prova de que você não significa nada; ou, na mesma, que se eu não me qualifico para tal beijo é porque represento algo. Mas como posso ser mais significativo e ser este o motivo de não poder tê-la, ainda que não evoluísse para qualquer coisa “além”?

Como agir, ao querer alguém que não quer ser querido? Quando há que mostrar o próprio valor e, mostrado, ser isto o que mais afasta do objetivo final?

Ok. Sua vez de mostrar-me o caminho, ainda que não o queira, ainda que não perceba que o está fazendo: eis-me atento aos sinais. Em tempo: “desistir”, deve ter percebido, não é uma possibilidade… embora já o tenha feito no que diz respeito a lhe entender. Mas qual a graça de estar com alguém sobre quem tudo se entende?
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Um comentário:

Nina disse...

Apesar de adorar suas confissões, acho que você está se expondo demais...