10 de fev de 2006

:: Caulfield ::

Recentemente ouvi de uma amiga que um dos pontos positivos que tenho em relação a começar um novo relacionamento com uma garota é que sou “um cara mais velho”. Há que pensar.

Falei recentemente sobre isso em outro post, e agora o assunto vem à tona outra vez. Seria o começo de uma obsessão? Será que vou virar uma dessas pessoas que usam a foto do dia da formatura do 2º Grau no profile do Orkut?

(Falando nisso, alguém viu “Procura-se um amor que goste de cachorros”?)

Conheci uma pessoa na praia que há quatro aniversários completa quarenta anos. É um homem e tem menos que isso, mas alega ser bom ouvir que está “conservado” e diz que quando enfim chegar mesmo aos quarenta já vai estar tão acostumado aos comentários sobre a idade que será muito mais fácil para ele começar a quarta década de vida.
Já eu, este ano, alcanço os 30. Ando um pouco preocupado, já que sempre ouvi falar que há uma crise que cerca essa idade e, por causa disso, sei que estou me condicionando a um período de bad mood todo especial às voltas da data (que, via de regra, não é mesmo a época mais feliz do ano). Esse período parece se antecipar quando me vêm lembranças como a de que Washington Oliveto conquistou seu primeiro Leão em Cannes aos 17 anos ou que Christopher Paolini já era autor de um best seller aos 19.

Uma sociedade que nos cobra aos 16 anos uma resposta a respeito do que vamos fazer durante todos os outros que restam (em outras palavras, como nos mostraremos úteis) só pode mesmo gerar pessoas potencialmente insatisfeitas com as escolhas que fazem (ou que fizeram para elas) e aumentar as vendas de antiácidos.

Até quando é socialmente aceitável não ter bem certeza do que se quer fazer da vida? Seja como for, prefiro pensar que as possibilidades sempre existem, e que continuam disponíveis.

Se novos horizontes despontam, explore-os.
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