19 de jun de 2006

:: Tikkun Olam ::

A infantilidade de algumas pessoas é tão irritante que deveria ser desprezada.

Por pura falta de conteúdo, fogem do tête-à-tête. Não têm coragem de assumir o que pensam, o que falam. Ou, pior, preferem nunca ter que pensar ou falar qualquer coisa que seja realmente significativa. Vivem na superficialidade, sempre.

Há tempos percebi que é muito mais complicado viver em cima do muro do que assumir uma posição, por mais radical ou louca que possa parecer para alguns. A sinceridade como modus vivendi não é algo muito bem visto numa sociedade onde a hipocrisia é uma instituição.

Pouco importa. Ao menos sei o que sinto, o que pretendo, e também o sabem aqueles que estão à minha volta. E quem não está, afinal, é porque não deveria estar mesmo.

(Ainda que haja quem goste de estar cercado por pessoas que não sabe de fato quem são.)

Experimente, um dia, tentar mostrar-se como é a quem lhe cerca. Conte, depois, quantos são os que permaneceram ao seu lado. Se todos, se um, se nenhum: seja qual for o saldo, saiba que são esses os que de fato estiveram consigo todo o tempo.

Os que se foram, com certeza, vão falar de você para outros. Importa? Pense: talvez tenham sempre falado.

Se é por falta de adeus, bon voyage.

•••

5 comentários:

Beatriz disse...

Tu tá marrento, guri!

hahahaha...

Mas é isso mesmo: aos que partem sem deixar saudades, bon voyage!!!

Graziele disse...

Sabe, Renato?
Esse clima "Big Brother" do seu blog me deixa curiosa.
O que aconteceu com você e a Beatriz? Parece que vocês ainda se gostam, apesar de ficarem trocando pequenas ofensas.
Se ela não sentisse saudades, por que estaria sempre por aqui? Se você não se incomodasse, por que a usaria como matéria-prima dos seus textos?
Desculpa minha curiosidade pública... coisa de mulherzinha!
Adoro sempre seus textos... pareço-me com eles ("é que narciso acha feio o que não é espelho?")!
Beijos,

Graziele

Paulo disse...

Definitivamente, se for por falta de adeus, bon voyage.
Life is short!!!
Abs
Paulo

Juliana disse...

Olá! Vc não me conhece mas não podia deixar de comentar q achei bárbaro esse seu texto...é a mais pura e, para alguns, dura verdade e se todos conseguissem ou pelo menos tentassem adotar a sinceridade como estilo de vida com certeza ela seria bem mais fácil! É uma pena q a grande maioria ainda prefira viver atrás de máscaras...
Valeu!
Juliana

fausto disse...

é engraçado ouvir q algo deve ou ñ ser ignorado... a gente faz o q quer, certo? ignore; ignoro, ou ñ. e o q vem a ser significativo... em sua vida pode ou ñ fazer diferença na vida d outra pessoa. quer descer do muro? tomar partido? dar a cara a tapa? tem a minha benção, amigo (sabemos q vc ñ precisa disso)... agora, ñ me venha com essa d q o seu método é definitivo. ñ há parceiros na vida (atenção... ñ quero entrar em contradição), diga o q quiser: quer comprar gente com verdade (q é relativa), c mentiras (q são relativas)... o efeito é o mesmo – ñ há parceiros na vida...

o seu conteúdo, tão denso, essencial... há d ser considerado no juízo.