25 de nov de 2006

:: Fronteira ::

Pára o tempo, quero começar de novo pra mudar quem foi deposto quando veio pra chegar.

Com parcimônia cai o pano, cai a lona, e a história já não muda como trem quando parou.

Na cidade há a porta da garagem, e o entulho dentro dela não me deixa respirar.
Jogar pra fora tudo o que encontrei no sótão escondido na poeira de um passado que esqueci.

E choro a lágrima lembrada de um momento, feito monstro peçonhento que a mim vem assombrar.

Mais uma vez eu corro atrás do meu juízo e não mudo quando digo que o pior já não passou.

É egoismo se você não vem comigo e deixa o mundo só com isso e não deixa a sua dor.

Sua mentira, limpa, pura e cristalina vai com sua anemia retomar de onde parou.
A plataforma sobe só com minha ajuda e contudo não se usa perdoar o que passou.

Sempre, sempre, sai razão e mata a mente, mas fui feito diferente, algo que não sei que sou.

•••


5 comentários:

Ana patr�cia disse...

Alt

a mentira n�o pode ser pura, nem cristalina


por isso quero voltar meu tempo tambem ...


agora ...........

alealb disse...

gostei muito...
:)
beijos,
Alê

uma amiga disse...

Achei bonito...poético... intenso..
...ops esse é vc!!
..achei um pouco triste também!!!...???

Graziele disse...

O seu texto me fez lembrar de um sonho que tive há pouco tempo: eu abria uma gaveta do meu guarda-roupa, e lá havia umas trinta camisetas escuras, que eu já não usava mais; mas lá estava elas, a ocupar espaço e a me surpreender...
Beijos e um ótimo final de semana pra você!

Jackie disse...

Já pensou que bom seria se pudessemos nos despir de todo o rancor do passado doloroso e das mentiras "brancas"que os fracos de espirito insistem em nos contar?
Seríamos mais leves ou mais hipócritas?
Adorei demais este têxto!!!Não fujo da regra no que diz respito as tuas crônicas.