5 de abr de 2007

:: Rosebud ::

La em casa há uma porta.
Entreaberta, escapa-lhe a luz.
À sua volta, sombras, sussurros,
“o que é? O que é?”
Passo ao largo, corredor estreito;
fotos de família, sonhos, o que vou ser quando crescer?
Não sou nada, não cresci, o que cresce senão os sonhos?
Faço direito porque não o fiz; no engenho de não ser engenheiro, construo os sonhos que vejo pelo caminho.
E é esse o meu caminho: de ser quem não sou, à luz da ribalta.
Escrevo minha pretensão, exponho a tensão, entenderão o que penso?
Se falo de sentido, se não exponho sentido, é a alma que me dá razão.
São os gemidos, o vinho seco e as noites sem dormir: a respiração ofegante chama pelo nome dela.


A taquicardia irradia um novo horizonte: e se for hoje? Há de ser, se eu não morrer em mim.

Há, então, ousadia: o sol fará despontar um começo, o recomeço:
de onde tudo se origina, há de começar minha vida.
Com você.
...

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