4 de mai de 2007

:: Logomaquia ::

E volto-me, então, às palavras: busco socorro, mas são as mesmas. Se falo “amor”, ah, ela já ouviu, não acredita mais. Se falo “confiança”, falta-lhe objeto. Se falo “tente”, não há energia. “Deixe”, “por quê?”
Não há Machado de Assis, não há Gilgamesh, não há Mahabharata que apresente alternativa: somos todos prisioneiros de um só vernáculo, no qual se confia uma só vez.

Peço, então, chance para o grito que ofereço, e apresento meu argumento: ainda que proferidas tantas vezes, por mim o são pela primeira: e digo que é você, é você, é você; com as palavras que tenho, com a pessoa que sou.

...

Nenhum comentário: