11 de mai de 2007

:: Trifaccia ::

Eu lhe espero, todos os dias, às 23h. E há quanto espero? Uma semana, um mês, uma vida? Já foram duas as garrafas de vinho sorvidas em goles solitários, quatro os cds, e outras tantas insônias a perder de conta: são muitas as palavras e entonações, muitos os verbos conjugados na madrugada, mas a cama à qual vai insiste em não ser a minha.

Entretanto, dias vêm e vão. Entenda;repito porque urge ser claro: se os dias vêm e não lhe trazem, haverão de ir levando-a de vez. De amor-próprio e sinceridade, já ouvi senso e despautério; de tudo, resolvi reter o que é meu, o sentimento, e senti-lo até que ambos percamos os sentidos; com a sincera autenticidade que me permite ser eu, mesmo que esse valor não se faça ver por ninguém.

Há atitudes a tomar, e é impossível mostrá-las mais claras do que já são; As mãos a agir, porém, são as suas, ainda que o desejo de movê-las seja imperativamente meu. Ainda lhe espero, todos os dias, às 23h.Mas a aurora não tarda.


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