22 de jun de 2007

:: Day Off ::

Tudo bem. Vou então responder, para não precisar ouvir as mesmas perguntas vezes sem fim.

Dá muito trabalho catalogar as mágoas, por isso me desfaço de todas antes mesmo que essa atitude faça sentido. Se acha que eu deveria, por algum tempo, representar o papel de ofendido, permita-me usar o meu para alguma outra coisa mais interessante.

Se você insiste em discutir, prefiro deixar para expor minha opinião no dia seguinte. Antes disso as palavras não terão razão; depois, não terão sentido.

As opções que venho fazendo dizem respeito a mim e só. Se a sua visão de sucesso cabe dentro de um carro novo, prefiro deixar a minha do tamanho do horizonte. Se você não compreende, peço apenas que não julgue.

Entenda: o que separa a normalidade da loucura é apenas a quantidade de adeptos que cada uma tem. E a história, amigo, foi sempre escrita pelos loucos.

Agora é o seu momento: diga que estou fora da realidade, que me falta maturidade e tudo o mais que sua faculdade lhe disse ser essencial. Fale das estatísticas, fale da expectativa de vida, fale da competitividade do mercado. Fique à vontade, e permita-me não me importar: a adversidade é a matéria-prima da criação. Se o seu melhor argumento é o contra-cheque ao final do mês, saiba que agora sou pago todos os dias.

E quando eu passar em frente ao seu escritório, apareça na janela.

De lá da rua, vou lhe acenar.

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