30 de jul de 2007

:: Resposta ::

Às vezes preciso de muitas palavras para dizer muito pouco. Às vezes são poucas as palavras, quando não o silêncio, que uso pra dizer tanto.

Não importa.

O que tenho a dizer já foi dito, antes e melhor, por tantos que viveram e vivem sentimentos como os meus – que, de novos, não têm nada: acompanham o mundo desde que este o é, e não se encaixam nele desde que começaram a ser sentidos.

E o que digo é o que já foi falado, repetido e desgastado: que nenhuma palavra vence a força da falta de atitude, do conformismo de achar que deve-se viver uma situação qualquer porque é melhor, porque é conveniente, porque é o que a sociedade espera, porque sim.

Então eis-me aqui, retomando a vida de onde parou, para que mais adiante possa aparecer algum sol, algum céu, alguma chuva que me caia sobre o rosto. E, porque não, mesmo algumas nuvens escuras: se as noto, não esqueço que por trás delas há um céu.

E, rumo a esse céu, preparo novamente meu vôo.

...


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