10 de set de 2007

:: Titereiro ::

E vem o cansaço quando as palavras soam fracas, soam pálidas, traem a força e a confiança sempre nelas depositadas: que podem vencer mal entendidos, que podem mostrar quem somos, que vencem distâncias, que dizem: eis aí, vale a pena.


E há o cansaço quando pouco se pode esperar vindo do horizonte, quando os finais de semana são nada mais que duas manhãs e noites, quando o sol apenas indica o período do dia, quando nenhuma música é suportável por mais do que dois minutos; quando toda conversa é chata, quando todo ambiente é outro, nunca seu.


E há o momento em que temos a nós mesmos, e confrontados com quem somos aprendemos a suportar a companhia que não podemos evitar: é o olhar diante do espelho, e os ouvidos abertos ao que ele nos diz.


E, sobre tal, faço minhas as palavras de Peter Egerman, marionete: "o espelho está quebrado; mas o que refletem os cacos?"


...

Nenhum comentário: