11 de nov de 2007

:: Ab imo corde ::

Será que você entende quando acontece? Será que sente?

Quando há que acordar porque acabou o sono, ou quando há que dormir porque este chegou?
Quando há que comer porque veio a fome, para assim nos vermos saciados até a próxima refeição?

Então, coma.

Quando a noite após o dia é apenas inevitável, quando a lua surge porque é esse seu papel, quando as estrelas mal servem para romper a escuridão?

Então, abra os olhos.

Será que percebe quando os caminhos sob seus pés não são aqueles que seu coração desenhou? Quando pouco importa se há chuva ou calor, porque sua pele sente apenas o ar-condicionado?

Então, bata o ponto.

Quando perdida em você mesma, nenhuma voz se faz ouvir? Quando há que abrir a própria mão para poder segurar a que lhe oferecem?

Então, pegue a minha.

Será que percebe que você ainda existe, apesar dos horários e funções e impostos e papéis e escaninhos? Apesar do abismo criado em seu cenho?

Ouça minha voz, deixe-se guiar.

Assim, você vai perceber que todos riem quando há alguém olhando. E que não é o status, não é o saldo, não é o endereço: dentro do âmbar social, preserva-se sua essência.

Eis o ar que lhe quero dar.


...

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