25 de nov de 2007

:: Quo plerumque et ::

No final, talvez o melhor seja vestir um terno cinza (seja qual for a roupa que vestir), apertar o nó da gravata e aprender uma piada ou duas para quebrar o gelo em uma reunião de apresentação para o cliente. Talvez seja montar um Powerpoint engraçadinho para enviar por e-mail, pegar outra chícara de café com duas gotas de adoçante e chegar mais tarde em casa depois do happy-hour. Talvez seja melhor participar da reunião administrativa, para decidir se as novas catracas devem girar para a esquerda ou para a direita, e ir à próxima reunião de condomínio decidir se a cor do playground deve ser branca ou gelo.

Talvez seja melhor falar alto sobre a incompetência do lateral esquerdo, que fatura milhões mas não joga nada. Talvez seja melhor comprar bilhetes de metrô para a semana toda e esperar atrás da linha amarela (ao som de alguma música erudita) até que chegue o trem? Quem sabe se não é mesmo melhor, ali dentro, olhar para o chão até que a gravação anuncie a chegada da estação?

Quem sabe o melhor é dormir à noite, cansado demais para pensar em outra coisa que não a cama? Ou talvez, antes disso, uma refeição no microondas, um beijo na mulher, e às vezes algum sexo burocrático?

Quem sabe, afinal, se não é melhor adiantar o horário do despertador, antes que sonhemos demais?


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