8 de set de 2008

:: Senóide ::

Saí à noite,
e deixo tudo para trás, a cada passo.
Sinto o vento no rosto,
mas já não me traz perfume algum.


Indiferença, talvez.


Ouço carros e buzinas e conversas perdidas
e música em algum bar,
mas já não confundo a voz, já não a ouço em meio ao burburinho.


Indiferença, talvez.


Sinto o vento no rosto.
Mas não me sussurra um nome.
Vejo a imagem, impressa em meus sentidos, desvanecer.


Indiferença, talvez.


Aperto o passo: na esquina, a redenção.

Confuso demais, por tempo demais; agora, adiante.


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